Sexta-feira, Julho 31, 2009


De Giuseppe Maria Crespi: La Femme à la Puce (Mulher à cata de Pulga) — c. 1720 — no Musée du Louvre


A pulga

Repara nesta pulga e apreende bem
Quão pouco é o que me negas com desdém.
Ela sugou-me a mim e a ti depois,
Mesclando assim o sangue de nós dois.
E é certo que ninguém a isto alude
Como pecado ou perda de virtude.

Mas ela goza sem ter cortejado
E incha de um sangue em dois revigorado:
É mais do que teríamos logrado.

Poupa três vidas nesta que é capaz
De nos fazer casados, quase ou mais.
A pulga somos nós e este é o teu
Leito de núpcias. Ela nos prendeu,
Queiras ou não, e os outros contra nós,
Nos muros vivos deste Breu a sós.

E embora possas dar-me fim, não dês:
É suicídio e sacrilégio, três
Pecados em três mortes de uma vez.

Mas tinges de vermelho, indiferente,
A tua unha em sangue de inocente.
Que falta cometeu a pulga incauta
Salvo a mínima gota que te falta?
E te alegras e dizes que não sentes
Nem a ti nem a mim menos potentes.

Então, tua cautela é desmedida.
Tanta honra hei de tomar, se concedida,
Quanto a morte da pulga à tua vida.


John Donne, traduzido por Augusto de Campos
in O Anticrítico. São Paulo: Cia das Letras, 1986.


"Legouis, em Histoire de la Littérature Anglaise, tinha em mente
os inúmeros poemas em que Donne ridicularizava o tema do
amor platônico — basta pensar em The Flea!" Leo Spitzer,

por aly . 3:43 PM .

Domingo, Julho 26, 2009

aly3
— Viu? Até o senhor me odeia.

The New Yorker Cartoons: Terapia. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
Escolha editorial, prefácio, introdução, posfácio, imprenta e colofão
de Sérgio Augusto.


Nota d'aly:

Es, Ich und Über-Ich


"In der ersten Topik unterschied er das „ Bewusste vom größeren und einflussreicheren
Unbewussten“ und legte dar, wie das Unbewusste das Bewusstsein beeinflusst. In der
zweiten Topik, die er vor allem in seiner Schrift Das Ich und das Es (1923) entwickelte,
beschrieb Freud erstmals seine Theorie über das Es, das Ich und das Über-Ich.Das
Es tritt dabei an die Stelle des Unbewussten. Es bildet das triebhafte Element der Psyche
und kennt weder Negation noch Zeit oder Widerspruch. Damit bezeichnet Freud jene
psychische Struktur, in der die Triebe (z. B. Hunger, Sexualtrieb), Bedürfnisse und
Affekte (Neid, Hass, Vertrauen, Liebe) gründen. Die Triebe, Bedürfnisse und Affekte
sind auch Muster (psychische Organe), mittels derer wir weitgehend unwillentlich
bzw. unbewusst wahrnehmen und unser Handeln leiten. Das Ich: Randgebiet des Es;
bezeichnet jene psychische Strukturinstanz, die mittels des selbstkritischen Denkens und
mittels kritisch-rational gesicherter Normen, Werte und Weltbild-Elemente realitätsgerecht
vermittelt „zwischen den Ansprüchen des Es, des Über-Ich und der sozialen Umwelt mit
dem Ziel, psychische und soziale Konflikte konstruktiv aufzulösen (= zum Verschwinden
zu bringen).“ (Rupert Lay, Vom Sinn des Lebens, 212) Denken, Erinnern, Fühlen,
Ausführen von Willkürbewegungen; Vermittler zwischen impulsiven Wünschen das Es und
des Über-Ichs; sucht nach rationalen Lösungen ist zum größten Teil bewusst Das Über-Ich
bezeichnet jene psychische Struktur, in der die aus der erzieherischen Umwelt verinnerlichten
Handlungsnormen, Ich-Ideale, Rollen und Weltbilder gründen. „Gewissen“ moralische Instanz,
Wertvorstellungen Gebote und Verbote der Eltern und subjektiv empfundene Autoritäten
dienen als Vorbild Vorstellungen von Gut und Böse der Gegenpart zum Es Das Ich und das
Über-Ich entstehen aus dem Es. Die verdrängenden Vorstellungen werden dem Über-Ich
zugeschrieben. Es ist ein Teil des Ich und beurteilt die Gedanken, Gefühle und Handlungen
des Ich. Das Über-Ich entsteht nach Freud mit der Auflösung des Ödipus-Komplexes
(ca. im 5. Lebensjahr). Nach Freud entsteht ein Großteil der Motivation menschlichen
Verhaltens aus dem unbewussten Konflikt zwischen den triebhaften Impulsen des Es und
dem strengen bewertenden Über-Ich (vgl. die Konzepte zur Abwehr & Sublimierung).
Nach Freud unterliegen auch manche Aspekte der Gesellschaft einer solchen Triebdynamik."

Traduzindo: "Nem Freud, interligando com mão forte os aspectos mentais, de menta,
da mancha pulsional, conseguiu deslaçar-se para sacar as pulsões dinamitosas.",

por aly . 5:18 AM .

Quinta-feira, Julho 16, 2009




LA REVANCHE DE FOUS LITTÉRAIRES

Ils vous expliqueront pourquoi l'Homme descend de la grenouille

Fous littéraires est un terme inventé par André Stas pour nommer ces êtres
à part, peu connus dans le monde de la littérature ou pire encore sujets de
moquerie, qui apportent pourtant un peu d'absurde et d'humour dans ce
monde de brutes.

André Stas est plasticien mais aussi cofondateur d'une revue dédiée aux fous
littéraires, les Cahiers de l'institut. Non pas un institut psychiatrique mais un
Institut international de recherches et d'exploration sur les fous littéraires,
ou IIREFL. Il déclare "Ils nous prouvent par l'absurde qu'on ne comprend rien
à rien. Et ils finiraient même par nous persuader, avec leurs idées fixes, qu'on
vit dans un monde inintéressant par rapport au leur".

Et des théories absurdes, les fondateurs de l'IIREFL en ont recensé bon nombre.
Une encyclopédie des brouettes, une Marseillaise pour les carottes, un précis de
communication avec les martiens, une méthode pour comprendre le langage des
animaux, ou la preuve par jeux de mots (s'il vous plaît) que l'Homme descend de
la grenouille.

L'auteur de cette dernière théorie Jean-Pierre Brisset, a lui été prisé. En 1913,
il a été élu Prince des penseurs et de grands auteurs comme Apollinaire, ou
encore des artistes comme Picasso l'ont lu et s'en sont inspirés à l'occasion.
Le grand Raymond Queneau a même tenté de faire reconnaître son oeuvre.

André Stas et le second fondateur de l'IIREFL, Marc Décimo (professeur de
linguistique à l'université d'Orléans) ainsi que Marc Ways (ancien libraire) ont
décidé de donner à ces gentils allumés du verbe une deuxième chance en
créant la revue les Cahiers de l'institut. Le premier numéro de celle-ci a été
tiré à 530 exemplaires.



Evento aberto aos loucos, insensatos, desajustados, doidos,
malucos, estúrdios, esquisitos, excêntricos, extravagantes,
brumosos, fetichistas, desatinados, alucinados, ensandecidos,
desvairados, lunáticos, aluados, avariados do juízo,
esconsos do miolo, paranóicos, nosomaníacos, licantropos,
desbolados, endemoninhados, exaltados, endiabrados, delirosos,
tresloucados, cismáticos, sandeus, desequilibrados, macabros,
desesperados, obsessos, hipocondríacos, visionários, quixotescos,
bizarros, heteróclitos, fissurados, sonhadores, marginais,
esquizofrênicos, patafísicos, aturdidos, sensitivos, hipersensíveis,
mórbidos, tantãs, lotófagos, devassos, perdulários, desregrados,
pirados, desgraçados, moluscos, bufões e, sobretudo, escritores,

por aly . 11:38 PM .

Sábado, Julho 11, 2009


— Primeiro nós fizemos terapia de casal, então tivemos você.

The New Yorker Cartoons: Terapia. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
Escolha editorial, prefácio, introdução, posfácio, imprenta e colofão
de Sérgio Augusto.

"principio sin palabra,
piedra y piedra, sequía"
Octavio Paz in El Ausente,

por aly . 3:22 AM .

Terça-feira, Julho 07, 2009


JBS Mens Underwear: Women are equal to men!



"Somos, ao contrário do que é hábito dizer-se, não uma sociedade
de consumo, visada ao consumidor, mas uma sociedade de produção,
virada ao produtor e seus interesses." Agostinho da Silva,

por aly . 2:39 AM .

Sexta-feira, Julho 03, 2009


Foto de Jayne Mansfield por Nick Pipol: To Be, or Not to Be


Sabor a mí

Bolero de Álvaro Carrillo, 1959

Tanto tiempo disfrutamos de este amor
nuestras almas se acercaron tanto así
que yo guardo tu sabor
pero tu llevas también
sabor a mí.

Si negaras mi presencia en tu vivir
bastaría con abrazarte y conversar
tanta vida yo te di
que por fuerza tienes ya
sabor a mí.

No pretendo ser tu dueño
no soy nada, yo no tengo vanidad
de mi vida doy lo bueno
soy tan pobre, ¿qué otra cosa puedo dar?

Pasarán más de mil años, muchos más
yo no sé si tenga amor la eternidad
pero allá, tal como aquí
en la boca llevarás
Sabor a mí.


"Me preguntan que porque eres mi cachito
y yo siento muy bonito al responder
porque eres de mi vida un pedacito
a que quiero como a nadie de querer.

Cachito, cachito, cachito mío
pedazo de cielo que Dios me dio
te miro y te miro y al fin bendigo
bendigo la suerte de ser tu amor."

Bolero de Consuelo Velazquez e Álvaro Carrillo,

por aly . 4:47 AM .



Tudo cabe, mesmo o descabido.
A vida não é um armário.





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14 novembro 2002



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