Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005


Clint Eastwood por Sebastian Krüger

por aly . 6:49 PM .

Domingo, Fevereiro 27, 2005

National Geographic Pictures, 1888-1996



Só tem peitinhos! Tribais; terceiro-mundistas; enfim: periféricos.
National Tits Magazine? Antropologia, é? Eu escolhi estes, acima.
Escolham outros, aqui, se quiserem, claro!

por aly . 3:17 AM .

Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005




EM BUSCA DOS DIGITAIS:
Éthos, Hipertexto & Considerações Pertinentes
à sua Leitura


por Augusto J. FIORIN

2. Do Objeto Delimitado.


Seguindo o plano traçado na introdução deste ensaio, surge como
perfeito objeto de pesquisa o blog intitulado Letteri Café
(http://letteri.blogger.com.br), cujo logotemplate, já bastante revelador
em relação a seu éthos, mostra sob luz quente, a imagem de um
charuto aceso e uma xícara de café fumegante, em cujo pires repousa
de um lado uma colher, enquanto do outro lado, sobre a mesa, vê-se
um guardanapo amassado no qual com certa liberdade interpretativa
poder-se-ia imaginar o rascunho de um poema ou o esboço do retrato
de uma dama, pois, ao que tudo indica, esta é uma página dada mais
às artes-plásticas. Além deste emblema, também o fundo composto
em marrom-madeira remete à idéia de algo clássico, invernal, talvez
perdido no tempo, distante da sucessão temporal noite/dia, como a
cafeteria de um shopping ou uma casa com lareira na serra em tempo
nublado, antigas bibliotecas, livros a serem lidos, aconchego, refinamento.

Tal texto, polissêmico em sua raiz - por assim o serem as imagens,
carregadas de significados relativos, entre os quais, escolhendo-se
uns em detrimento de outros, faz-se um recorte de sentido no ato de
leitura -, ao ser articulado juntamente com os dizeres: "descrição
incompleta de vida e arte", compõe o que se pode chamar de texto
sincrético, e deve a sua significação às relações estabelecidas entre os
sistemas plástico e verbal, cuja articulação define e orienta as escolhas
de um possível leitor.

"O GEL, Aly, maior congresso nacional de lingüística, acontece em São Carlos
este ano e eu preparei o ensaio "Em Busca dos Digitais": a área me interessa
muito (cibercultura, hipertexto, esses lances), e, nesta área, que outro blog
eu poderia escolher?
"

Augusto Fiorin

Augusto, muito mais que uma homenagem, seu ensaio, para o letteri, é uma consagração,
tendo você por sacerdote.:D Obrigado,

por aly . 6:41 AM .

Terça-feira, Fevereiro 22, 2005



De Lezama Lima para Cabrera Infante (1929-2005): de cierto, à outrance,
por aly . 3:03 AM .

Domingo, Fevereiro 20, 2005

CELULARES!



Fotos de Martin Parr

Pense-se no celular como o cordão umbilical eterno.
Um dos modos pelos quais nos tornamos adultos é
internalizando uma imagem de nossos pai e mãe e
dos valores e conselhos que eles nos passaram
em nossa infância.

Então, sempre que nos defrontamos com incertezas
ou dificuldades, recorremos a essa imagem interna-
lizada. Nós nos tornamos, de certa maneira, todos
os adultos sábios que já tivemos o privilégio de
conhecer.

"O celular impede os jovens de descobrirem por
conta própria o que fazer", diz Anderegg*. "Eles
não chegam a internalizar nenhuma imagem.
A única coisa que internalizaram é o comando
'ligue para papai ou mamãe'."

De Bernardo Carlucci, da Universidade de Indiana:
"A primeira coisa que os jovens fazem ao sair da
minha sala de aula é abrir seus celulares. Cerca de
95% das conversas são algo desse tipo: 'Acabei de
sair da aula. Te vejo na biblioteca em cinco minutos'.
Se não houvesse o celular, eles teriam que combinar
com antecedência; teriam que pensar mais para a
frente."

*David Anderegg, psicólogo infantil em Lenox
(Massachusetts) e professor de psicologia no
Bennington College. Anderegg ouviu de um
paciente: "Eu gostaria que meus pais tivessem
outro hobby que não fosse eu".


Por Hara Estroff Marano in Caderno Mais: Folha de
S. Paulo, 20 de fev. de 2005. Fragmentos.

"Está na hora de nos preocuparmos com todas as crianças", finaliza Marano,

por aly . 9:48 PM .

Sábado, Fevereiro 19, 2005


Jean-Auguste-Dominique Ingres: L'éditeur Bertin, 1832


ALBERTOLYRA
LALBERTOLYR
BLALBERTOLY
EBLALBERTOL
REBLALBERTO
TREBLALBERT
OTREBLALBER
LOTREBLALBE
YLOTREBLALB
RYLOTREBLAL
ARYLOTREBLA

Editoração &
Comunicação
Empresarial


rua:avenida:praça
tel: 011
e-mail: lyra.alberto@gmail.com
www:http

Projeto de cartão profissional. Trabalhando para O Capital: Que fazer?
por aly . 4:18 PM .

Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005



O letteri, por seu dono, aly, é solidário aos blogs camaradas
portugueses Memória Inventada e Vigília da Devassidão, em
seu apoio a Garcia Pereira.

ADENDA:

fevereiro 18, 2005

Bloggers por Garcia

A FRENTE UNIDA DE APOIO A GARCIA PEREIRA acaba de surgir, desprovida
de estatutos e condenada a morrer no Domingo. Junta-te ao Letteri Café,
à Vigília da Devassidão, ao Cola de Sapateiro e ao MI.
Vamos levar Garcia Pereira ao parlamento!

Postado por Tulius Detritus | 12:07 PM | comentários (2) | links (0)

'O poder está na ponta do fuzil'. Ou, se quiserem, na ponta de um charuto,

por aly . 12:32 PM .

Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005

DICCIONARIO
DOS SYNONYMOS
POETICO E DE EPITHETOS
DA
LINGUA PORTUGUEZA

POR
J.- I. ROQUETE
E
JOSÉ DA FONSECA

PARIS: GUILLARD & AILLAUD, 1892


380.- Espada, gladio.

Espada é a palavra italiana e castelhana que vem do
latim barbaro, spatha, que significa espatula e espada
larga na ponta; e designa a arma que se julga corres-
ponder ao gladius dos latinos.

Gladio é a palavra latina gladius, que, segundo Varrão,
vem de cladis, matança na guerra (quasi cladius, quod
ad cladem sit inventus
). Não se sabe ao certo qual
éra a forma d'esta arma offensiva entre os Romanos,
mas deve ter-se como provado que se mettia em bainha,
que se punha á cinta, e que era longa, porque Cicero diz
na oração pro Marcello: "Gladium vagina vacuum in urbe
nom vidimus
; não vimos na cidade espada desembainhada."
E zombando de seu genro Letulo, que, sendo de pequena
estatura, trazia uma grande espada á cinta, disse: "Quis
generum meum ad gladium alligavit?
Quem atou meu genro
a uma espada?"

por aly . 11:10 PM .





por aly . 6:02 PM .

Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005

NESSE MUSEU DO PARDO INDIFERENTE...





Além das experiências de gratificação e frustração derivadas de fatores
externos, uma série de processos endopsíquicos - primordialmente, a
introjeção e a projeção - contribui para a relação dupla com o primeiro
objeto.

O bebê projeta os seus impulsos de amor e os atribui ao seio gratificador
(bom), assim como projeta os seus impulsos destrutivos e os atribui ao seio
frustrador (mau). Simultaneamente, na introjeção, um bom seio e um mau
seio são estabelecidos dentro dele. Assim, a imagem do objeto, externo e
internalizado, é distorcida na mente infantil pelas suas fantasias, que estão
vinculadas à projeção de seus impulsos sobre o objeto.

O seio bom - externo e interno - converte-se no protótipo de todos os
objetos prestimosos e gratificadores; o seio mau é protótipo de todos os
objetos persecutórios internos e externos.

Melanie Klein: Algumas conclusões teóricas sobre a vida emocional do bebê:
in Melanie Klein et alii. Os Progressos da Psicanálise. RJ: Zahar, 1982.

Sei-o bem, não sei-o mal,

por aly . 2:10 PM .

Sábado, Fevereiro 12, 2005


Do álbum de família, 1934: ampliada, chiaro.

Nelson, era apaixonado pela do meio. Linda!
Tempos depois, escreveu a peça homônima.
Grande Nelson, grande família!

Blog é ficção. Quaisquer que sejam...

por aly . 2:15 AM .

Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005


Julian Murphy, Algema: 'All gemas'

Este post é uma homenagem ao carnaval carioca,

por aly . 4:13 PM .

Terça-feira, Fevereiro 08, 2005



Acho que ontem eu exagerei... No Bar do Zé. Foi não?
por aly . 4:21 PM .

Sábado, Fevereiro 05, 2005


Ali Jahanshahi

ACHTUNG! LEBENDE TIERE!

Era uma vez uma menina pequenina, pequenina,
que fazia das suas no zoológico. Se metia na jaula
das feras adormecidas e lhes puxava a cauda.
O brusco despertar dos brutos era precisamente a
salvação da criatura que fugia correndo.

Porém um dia a menina foi dar com um leão doente,
desprestigiado e solitário que não se fez de rogado.
Depois de puxar sua cauda provocou-o ainda mais.
Se pôs a fazer cócegas ao dormente e revolveu uma
a uma todas as idéias de sua melena. Diante daquela
total ausência de reflexos, se proclamou em voz alta
domadora de leões. A fera virou então docemente
a cabeça e enguliu a menina num só bocado.

As autoridades do zoológico passaram por maus
momentos porque a notícia saiu em todos os jornais.
Os jornalistas gritaram aos céus e criticaram as leis
do universo, que consentem a existência de leões
famintos junto a incompatíveis meninas mal-educadas.

J. J. Arreola in Bestiario. Joaquín Mortiz: México (DF), 1976.
Tradução: Alberto Ribeiro Lyra

por aly . 6:04 PM .



DIETA



"A natureza ensina que outros
corpos existem em torno do
meu, dentre os quais devo
procurar uns e fugir de outros."

Renée Descartes

O mesmo se dá com uma dieta, a evitação de alimentos
que contêm susbstâncias daninhas. Serve como preceito
para se viver em paz no blogomondo,

por aly . 4:51 AM .

Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005


Ali Jahanshahi, 2004

por aly . 12:13 AM .

Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005



IGREJA NOSSA SENHORA do Ó

1615: primeira capela de Nossa Senhora da Esperança erigida
pelo bandeirante Manuel Preto, em sua fazenda, no local então
chamado de Sítio do Jaragoá.

1795: construída uma nova igreja pelo padre João Franco da Rocha.

1896: a igreja é destruída por um incêndio.

1898-1901: construção da atual igreja em estilo neo-românico.

Na novena dedicada a Nossa Senhora da Esperança eram recitadas as
antífonas do Breviário Romano, iniciadas pela interjeição Ó, sete vezes
repetida. Daí, o nome da Santa e da Freguesia.


Esta legenda eu a fiz para um livro de fotos sobre as igrejas de São Paulo.
Todas as legendas feitas por mim, a pedido de Pedro Henrique Rocha, amigo
e fotógrafo que me pagou muito bem pelo trabalho, em separado, não foram
publicadas no livro: o editor já havia contratado uma arquiteta especialista,
cujo trabalho foi de maior mérito. Acompanhei Pedro Henrique em todas as
igrejas fotografadas, umas quarenta, com mais de mil cromos de resultado.
As pesquisas, feitas com os párocos das igrejas e mais cinco arquivos e
bibiotecas, estão aqui, no meu arquivo pessoal, consolidadas em legendas.

Esta, da N. Sra. do Ó, publico no letteri por que não existe um registro na
web da origem de seu curioso nome. E também como homenagem ao
Pedro Henrique, que publicou em vida mais de sete livros - perdi a conta -
de fotografias. Grande Pedro Henrique, morto em dezembro de 2003: um
abraço celestial, querido, e à Penha, sua viúva, vivinha no Leblon; jovem,
bonita e igualmente querida,

por aly . 4:10 AM .



Tudo cabe, mesmo o descabido.
A vida não é um armário.





Desde
14 novembro 2002



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